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Por Isabelle Lindote
isabelle@bemleve.com.br
Muitas pessoas acham que a calvície aflige apenas os homens, porém estudos realizados pela Academia Americana de Dermatologia apontaram que mais de 100 milhões de mulheres no mundo sofrem com calvície atualmente e, segundo a Sociedade Sul-Americana de Estudos para o Cabelo, cerca de 40% das mulheres brasileiras sofrem algum grau de calvície.
A alopécia androgenética, como é conhecida cientificamente, ocorre em mulheres também por herança genética, mas, ao contrário da masculina, esta não é sua principal causa. A calvície feminina possui causas mais complexas como alterações hormonais durante a gravidez,
menopausa e o uso de anticoncepcionais, variações tireoideanas,
estresse emocional, deficiência nutricional (anemia), seborréia e outras doenças do coro cabeludo.
Diferente dos homens, é difícil as mulheres ficarem carecas, pois a calvície é o resultado da ação da DHT (dihidrotestosterona) sobre os fios, e esta é obtida através da ação da enzima 5-alpha-redutase sobre o hormônio testosterona, que a
mulher possui em menor quantidade.
Embora a calvície feminina signifique apenas um clarão na região central da cabeça, este pode causar uma enorme ferida na vaidade, portanto é importante lembrar que a calvície tem solução. Além do
tratamento à base de anti-andrógenos (que combatem a ação de hormônios masculinos), uma opção cada vez mais procurada é o microtransplante capilar.
Desenvolvido pelo cirurgião plástico brasileiro Carlos Oscar Uebel, coordenador do IX Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica (14 a 16 de março, em SP), o MIC (Microtransplante Capilar) é referência mundial e usa células-tronco. A técnica consiste em transplantar raízes capilares da região da nuca - onde é encontrada melhor qualidade genética do
cabelo - para a área calva por meio de microincisões pontiformes. Esses bulbos capilares são ricos em células-tronco e levam para a área que receberá o microtransplante toda a carga genética garantindo a qualidade de crescimento e durabilidade. Para serem estimulados, quando retirados, esses bulbos são embebidos em uma solução ativa de plasma concentrado. Depois de ativados, são implantados, um a um, no paciente.
A área tratada pode atingir um aumento de 52% a mais de cabelo e o resultado estético é natural. 'A paciente não sairá da
cirurgia cheia de cabelo como em um passe de mágica. O microtranplante é gradativo. Os fios que foram transplantados crescerão como os fios já existentes dentro do prazo que varia de 3 a 4 meses. Isso garante uma naturalidade muito grande e a certeza de um resultado satisfatório', diz Dr. Uebel.