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Por Isabelle Lindote
redatora@bemleve.com.br
Não é fácil encontrar forças para deixar o tabagismo. A percepção do mundo muda quando se deixa a condição de 'fumante' para 'ex-fumante': o hálito melhora, o olfato e o paladar são recuperados e os riscos de doenças relacionadas ao fumo diminuem gradativamente. Mas nem sempre esses benefícios são suficientes para vencer o vício e é preciso uma motivação ainda mais forte: o amor pelos filhos.
É isso mesmo. Pais e mães que fumam sabem que estão prejudicando a saúde dos filhos, que tornam-se fumantes passivos. Além disso, passam a ser um péssimo exemplo para as crianças, que tendem a se tornarem tabagistas quando adultos.
A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 700 milhões de crianças em todo o mundo sofram com os malefícios do cigarro, causados principalmente pela fumaça inalada em casa. Gripes, resfriados e problemas respiratórios, como asma, bronquite e rinite, são os efeitos mais comuns. É comprovado também que o fumo passivo está associado a baixo rendimento escolar, déficit de atenção, dores de cabeça e distimia.
Cada vez mais crianças condenam o tabagismo dos adultos, devido às ações de conscientização e o apoio da escola na educação saudável. Foi isso que fez César Vieira, de 9 anos, pedir à mãe Maria de Fátima Baltazar, que parasse de fumar. 'Ele disse que eu podia morrer e que ele não queria isso', conta ela. O medo de não poder ver o filho crescer deu forças à dona de casa, que há um ano se mantém longe do fumo.
Procurar ajuda não é vergonha. Cardiologista, pneumologistas e clínicos gerais podem orientar corretamente qual o melhor tratamento seguir e o passo-a-passo para largar o vício. Hospitais e institutos possuem campanhas permanentes para atender aos fumantes que desejam deixar o cigarro. Seus filhos e sua saúde agradecem.
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